Pesquisadores preparam peixes-bois para ter vida livre na Amazônia

 

Os peixes-bois que vivem em semicativeiro no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia são preparados para soltura. O primeiro passo já foi dado. Alguns animais estão em lagos para se acostumar às condições da natureza.

 

Uma longa espera é necessária até que o focinho de um peixe-boi aparece na superfície da água. A operação de captura começa. A rede é vigiada, o peixe-boi é cercado, resiste e o trabalho tem que ser bastante cuidadoso para não ferir o animal.

 

Em uma lago de 14 hectares, ao lado do Rio Solimões, 11 peixes-bois são mantidos pelo Inpa e pela Associação Amigos do Peixe-Boi da Amazônia.

 

Esta semana, os animais estão sendo recapturados para exames médicos. Anori é uma fêmea de 10 anos de idade, que leva o nome da cidade onde foi encontrada, no interior do Amazonas.

 

Antes de chegar no local, Anori passou oito anos no cativeiro do Inpa, mas com a chegada constante de novos moradores, o local ficou pequeno. Hoje o Inpa mantém 60 animais em Manaus e no interior do estado.

 

“São muitos animais nos tanques. Além desse problema, a gente também quer devolver os animais, quer que eles voltem de onde vieram para que continuem a ter um papel ecológico, no meio ambiente, nos rios da Amazônia”, diz Jone César, diretor da Associação Amigos do Peixe-Boi.

 

Tentativas anteriores de libertar peixes-bois falharam. Os animais não sobreviveram ou tiveram de ser recapturados.

 

O semicativeiro é uma forma dos que cresceram em tanques se adaptarem às condições naturais dos rios da Amazônia. Eles são obrigados a se alimentar por conta própria e enfrentam ciclos de cheia e de seca, semelhante ao que vão encontrar na vida livre.

 

Os pesquisadores pretendem soltar quatro animais em março do ano que vem. Até lá, os candidatos que vivem no semicativeiro têm tempo de conhecer os segredos de sobreviver na natureza.

 

Fonte: G1

Gostou do conteúdo? Deixe sua opinião!

Compartilhe: